Análise do texto: Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS (Carvalho, Ana Amélia Amorim (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, pp. 25‑40. Consultado em [mês, ano] em http://sisifo.fpce.ul.pt”)
Autoria do texto: Ana Amélia Amorim Carvalho, Universidade do Minho
O texto aborda a rentabilidade do uso da Internet no contexto escolar, concretamente no Ensino Básico e Secundário.
Na parte introdutória é referido a importância da Internet e da WWW (World Wide Web). Salienta-se a citação “ A Internet é o tecido das nossas vidas” (Castells, 2004,p.15) a qual e no meu ponto de vista explica a importância da Internet nos tempos actuais. É explicado que a World Wide Web(W3) foi concebida com o intuito de ser um repositório do conhecimento humano, constituindo-se como um espaço de partilha (Berners-Lee te al., 1994). Refere-se ainda a linha de preocupações que os Ministérios da Ciência de Tecnologia e da Educação apresentam relativamente a esta temática e as medidas implementadas pelos mesmos. É salientado o novo papel que o professor vai desempenhar: “o professor tem um novo papel a desempenhar: o de facilitador da aprendizagem, apoiando o aluno na sua construção individual e colaborativa do conhecimento; proporcionando-lhe autonomia na aprendizagem, incentivando ao desenvolvimento de pensamento crítico, à capacidade de tomada de decisão e à aprendizagem de nível elevado.”
O uso das tecnologias não garante por si só que estamos perante uma abordagem construtivista. A forma como essa tecnologia é usada em contexto escolar é que interessa estudar e compreender. A autora refere: “ A posição que defendemos dá particular ênfase ao uso da Internet e dos seus serviços como meio para aprender, individual e colaborativamente, não só através de pesquisa livre ou estruturada mas também como meio para apresentar e partilhar o trabalho realizado à turma e a todos os que lhe queiram aceder online.”
O EMERGIR DA ECONOMIA DO CONHECIMENTO EM REDE
Neste ponto é feita uma análise ao processo evolutivo da W3C: “ O W3C pretende criar um meio universal para troca de informação, associando aos documentos descrições do seu significado para serem mais facilmente pesquisados e localizados.”.
Refere-se ainda que: “ o conceito de Web 2.0, que consiste na conceptualização de uma nova geração de aplicações Web.”, e nas implicações que esta evolução traduz. Há uma melhoria significativa no acesso e nas aplicações disponíveis online. O problema é agora como procurar a informação, uma vez que a rede possui uma grande diversidade de recursos, implicando tempo de pesquisa e de exploração.
Finalmente salienta-se a seguinte citação: “Devido à facilidade de acesso criada pela rede, uma nova abordagem vem ganhando terreno, a conectividade, que exige aos professores e aos alunos a capacidade de lidarem com o conhecimento na rede. Com o conhecimento na Internet, segundo Albion e Maddux (2007), emergem três pilares: direitos de autor e plágio, desenvolvimento de capacidades e competências para colaboração efectiva e a avaliação do aluno. Sobre este último ponto, os autores defendem que se o conhecimento está na rede, a avaliação também se deve reflectir na rede.”
CONECTIVIDADE E CONECTIVISMO
A autora define conectividade como sendo: “A conectividade caracteriza o estar do sujeito na rede. É uma capacidade imprescindível na economia do conhecimento. Saber o que conectar, a que conectar, passou a ser uma capacidade basilar, perspectivada por vários autores.”. É muito importante a percepção deste termo, pois está relacionado com os conceitos de ligações entre fontes de informações e a criação útil de padrões de informação. É igualmente realçada a importância da distinção entre a informação importante e muito importante.
NA SENDA DA PESQUISA:
Seleccionar, Citar e Plagiar.
Com a evolução da tecnologia e mais especificamente a política Open Access, torna-se muito fácil e rápido o acesso à informação. A pesquisa de tanta informação, não pode ser efectuada de forma livre, pois assim corremos o risco de os alunos se “perderem”. É então importante orientar os alunos através da utilização de vários aplicativos disponíveis. (e.g. WebQuest, Caça ao Tesouro).
Convém também esclarecer os discentes como devem mencionar a origem da informação, e é imprescindível distinguir “citar” de “plagiar” uma vez que: “Muitos professores constatam plágios frequentes nos trabalhos e muitos deles não são por desonestidade dos alunos, é mesmo por ignorância.”
COMUNICAÇÃO, COOPERAÇÃO E COLABORAÇÃO
Neste ponto refere-se a importância de, embora dos alunos optarem pela realização de um trabalho de forma cooperativa, dividindo as tarefas e as responsabilidades, cabe aos professores alertarem os mesmos da forma como o devem fazer através de orientações: “Os espaços online síncronos facilitam o diálogo e a negociação, como as salas de conversação (MSN) e as ligações telefónicas online ou videoconferência (Skype), por exemplo. Ferramentas de escrita partilhada, como o Wiki, facilitam a publicação online e a construção de conhecimento.”
PUBLICAR E PARTILHAR ONLINE
Com as ferramentas disponibilizadas pela Web 2.0, a facilidade com que publicamos a informação é uma realidade. É de realçar a importância de os alunos poderem publicar os seus trabalhos de uma forma simples, fazendo com que os mesmos se sintam motivados e orgulhosos pelo seu empenho. Os professores também podem disponibilizar a informação que acharem necessária para os seus discentes nas suas páginas pessoais, permitindo assim uma consulta mais rápida e permanente aos conteúdos. Não basta sermos meros “voyeurs”, há que contribuir para a evolução.
USAR A LMS: VANTAGENS E LIMITAÇÕES
Os LMS – plataformas de apoio à aprendizagem – surgiram para dar apoio à formação à distância online. Elas disponibilizam-nos toda a informação necessária. Nas escolas foram implementadas plataformas MOODLE, onde os professores colocariam todos a informação necessária para a disciplina a leccionar. Trata-se, de um processo evolutivo uma vez se constatar que a sua aplicação não é a esperada, devido à falta de motivação e alguma aversão por parte de alguns docentes ao uso das novas tecnologias. Claro que as pessoas se vão adaptando aos novos desafios e o devem fazer de forma a modernizarmos as escolas e assim melhorarmos a veiculação de saberes aos nossos alunos.
É explicado no texto toda a importância das plataformas, das quais saliento:
Facilidade em usar:
É mais fácil usar uma plataforma, na qual, já existem várias ferramentas, do que criar um site e disponibilizar apontadores para as diferentes ferramentas.
PRIVACIDADE E SEGURANÇA NA INTERNET:
Neste ponto posso referir que a plataforma é considerada um espaço privado e seguro, pois só tem acesso pessoas com os privilégios necessários. Ficamos assim limitados aos utilizadores acreditados.
E O FUTURO?
O futuro está em aberto, como refere a autora. As plataformas não podem ser apenas meros repositórios mas espaços de partilha. A evolução é permanente e, hoje, o papel do professor mudou uma vez a informação ser cada vez de mais fácil acesso. Temos de criar ferramentas que nos ajudem e que ajudem os nossos alunos. É por vezes, complexo entendermos as mudanças, mas as mesmas são inevitáveis. O uso das plataformas será cada vez mais uma realidade.
CONCLUSÃO:
Neste ponto é feito uma espécie de balanço de tudo o que já foi referido. Contudo seria pertinente salientar: “Acima de tudo, gostaríamos de concluir alertando para a necessidade de se ter um espírito aberto e adaptável a novas ferramentas que podem ser rentabilizadas no processo de ensino-aprendizagem. O que hoje parece fascinante em breve pertencerá ao passado.” e “Face a estas inovações muito se vai alterar na forma como interagimos com o conteúdo e como comunicamos, mas o importante é criar situações que envolvam os alunos na aprendizagem, que os ajudem a desenvolver o pensamento crítico e que os preparem para a tomada de decisão, numa sociedade globalizada e concorrencial.”Estas duas citações consciencializam-nos para a realidade e enquanto docentes devemos reflectir e pensar bem nelas.
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