sábado, 28 de fevereiro de 2009

PODCAST EM EDUCAÇÃO: UM CONTRIBUTO PARA O ESTADO DA ARTE

Análise do texto: Barca, A., Peralbo, M., Porto, A., Duarte da Silva, B. e Almeida, L. (Eds.) (2007).
Libro de Actas do Congreso Internacional Galego-Portugués de Psicopedagoxía.
A.Coruña/Universidade da Coruña: Revista Galego-Portuguesa de Psicoloxía e Educación.
ISSN: 1138-1663.
PODCAST EM EDUCAÇÃO: UM CONTRIBUTO PARA O ESTADO DA ARTE
Autores do texto: João Batista Bottentuit Junior, Clara Pereira Coutinho
Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho – UMINHO-Braga – Portugal
jbbj@terra.com.br; ccoutinho@iep.uminho.pt

O texto aborda a utilização do PODCAST na Educação. Salienta-se que o podcast surge como uma tecnologia alternativa extremamente potente para ser utilizada ao serviço do processo de ensino e aprendizagem, pois permite ao professor disponibilizar materiais didácticos como aulas, documentários e entrevistas em formato áudio que podem ser ouvidos pelos estudantes a qualquer hora do dia e em qualquer espaço geográfico. É assim uma ferramenta poderosa e de fácil utilização.

Introdução:
Nesta parte é traçada a evolução tecnológica que vivemos, a qual nos permite utilizar dispositivos cada vez mais poderosos. Deste modo, aparece a importância da utilização dos podcast em contexto escolar, relacionada com a escassez de tempo devido ao mundo globalizado. Com esta tecnologia é possível o estudante aceder e descarregar para o seu dispositivo móvel toda a informação disponibilizada, e utilizada quando e onde quiser e ainda interagir com o professor sob a forma de comentários deixados no aplicativo. É antevisto um futuro promissor para este tipo de tecnologia.

O CONCEITO DE WEB 2.0
“A web 2.0 é a mudança para uma Internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva. (O’Reilly, 2005, online)”.
Salienta-se a importância da mudança, do partilhar de conhecimentos em prol do desenvolvimento, ou seja, utilizar a rede de forma colaborativa. A contribuição de todos é necessária para este processo evolutivo.

O PODCAST
Mas afinal o que é um podcast?
“Entende-se por podcast uma página, site ou local onde os ficheiros áudio estão disponibilizados para carregamento; podcasting é o acto de gravar ou divulgar os ficheiros na web; e por fim designa-se por podcaster o indivíduo que produz, ou seja, o autor que grava e desenvolve os ficheiros no formato áudio.”
Outros autores explicam o termo podcast como sendo a tecnologia como possibilidade de descarregar conteúdos áudio das páginas Web.
Características e modos de utilização
Neste ponto os autores referem o seguinte:
“Em termos de formatação o podcast assemelha-se muito a um blog, pelo que as suas características são praticamente as mesmas:
· Permitem a utilização de textos, imagens, áudio, vídeo e hipertexto;
· É de fácil utilização, sendo actualizável sem a necessidade de grandes conhecimentos informáticos;
· Possui grande variedade e tipos de servidores que o disponibilizam de forma gratuita através da Internet;
· A sua organização também é feita por meio de posts que podem ser produzidos de forma individual ou colectiva;
· Permitem o acesso de forma livre ou mediante registo ao conteúdo publicado;
· Permitem que os utilizadores recebam as actualizações por meio de feeds do RSS (Real Simple Syndication);”
Esta utilização pode ser efectuada de duas formas: em interacção directa através da Internet ou através do descarregamento para dispositivos de reprodução digital de áudio.
Potencial Educativo
No texto é referida a importância da utilização do Podcast em contexto escolar: “A utilização do Podcast em educação pode trazer imensas vantagens para a educação entre as quais podemos destacar:
a) O maior interesse na aprendizagem dos conteúdos devido a uma nova modalidade de ensino introduzida na sala de aula;
b) É um recurso que ajuda nos diferentes ritmos de aprendizagem dos alunos visto que os mesmos podem escutar inúmeras vezes um mesmo episódio a fim de melhor compreenderem o conteúdo abordado;
c) A possibilidade da aprendizagem tanto dentro como fora da escola;
d) Se os alunos forem estimulados a gravar episódios aprendem muito mais, pois terão maior preocupação em preparar um bom texto e disponibilizar um material correcto e coerente para os colegas;
e) Falar e ouvir constitui uma actividade de aprendizagem muito mais significativa do que o simples acto de ler.”
Este tipo de ferramenta está relacionado com a aprendizagem colaborativa a qual tem vantagens sobre a individualizada.
Criação de um Podcast
A criação de um Podcast é relativamente simples, e não necessita de cuidados especiais, sendo perfeitamente exequível em contexto escolar. Os autores salientam o seguinte: “A gravação pode ser feita de duas formas:
· Directamente no aplicativo, ou seja, no final da gravação o episódio já se encontra online para os utilizadores;
· Através de um dispositivo externo de gravação áudio, porém o ficheiro precisa de ser enviado ao podcast posteriormente para que os utilizadores tenham acesso aos episódios. “
Ferramentas para Gravação e Edição de Episódios de um Podcast
É especificado no texto em estudo, várias categorias de ferramentas que permitem a criação e edição de um podcast.

ESTUDOS REALIZADOS COM PODCASTS
São apresentados três estudos nos quais o podcast foi utilizado em contexto pedagógico. Esses estudos foram:
· Correspondance Scolaire
· Pod escola
· Em Discurso Directo I e II
Assim, “As conclusões deste estudo são optimistas, pois além de motivar os alunos, foi possível colmatar alguns problemas relacionados com o número de computadores por aluno, pois neste tipo de actividade não há necessidade de que a turma toda esteja na Internet em simultâneo, ou seja, enquanto um aluno realiza a tarefa individual de escrever e dar opinião o outro poderá rever os conteúdos curriculares através do podcast.
Nesta experiência criou-se um ambiente diferente da sala de aula tradicional, fazendo com que os alunos se interessassem mais pelos conteúdos e aprendessem de forma fácil em qualquer lugar através dos episódios disponibilizados.”
Considere-se, por isso, muito motivadora a utilização deste tipo de tecnologia.

CONCLUSÃO:
O uso deste tipo de tecnologias é inevitável e estas ferramentas poderosíssimas ajudam muito o professor. Temos de nos adaptar a estes novos contextos. Deste modo: “Num mundo globalizado onde temos cada vez menos tempo para aceder à informação e ao conhecimento, o podcast surge como uma alternativa viável, prática, com custos quase nulos e também uma metodologia de ensino/aprendizagem bastante motivadora, que proporciona que o aluno tenha um papel activo na construção do saber, saindo do padrão de mero consumidor para ser também produtor de informação na web.”

Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS

Análise do texto: Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS (Carvalho, Ana Amélia Amorim (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, pp. 25‑40. Consultado em [mês, ano] em http://sisifo.fpce.ul.pt”)

Autoria do texto: Ana Amélia Amorim Carvalho, Universidade do Minho

O texto aborda a rentabilidade do uso da Internet no contexto escolar, concretamente no Ensino Básico e Secundário.
Na parte introdutória é referido a importância da Internet e da WWW (World Wide Web). Salienta-se a citação “ A Internet é o tecido das nossas vidas” (Castells, 2004,p.15) a qual e no meu ponto de vista explica a importância da Internet nos tempos actuais. É explicado que a World Wide Web(W3) foi concebida com o intuito de ser um repositório do conhecimento humano, constituindo-se como um espaço de partilha (Berners-Lee te al., 1994). Refere-se ainda a linha de preocupações que os Ministérios da Ciência de Tecnologia e da Educação apresentam relativamente a esta temática e as medidas implementadas pelos mesmos. É salientado o novo papel que o professor vai desempenhar: “o professor tem um novo papel a desempenhar: o de facilitador da aprendizagem, apoiando o aluno na sua construção individual e colaborativa do conhecimento; proporcionando-lhe autonomia na aprendizagem, incentivando ao desenvolvimento de pensamento crítico, à capacidade de tomada de decisão e à aprendizagem de nível elevado.”
O uso das tecnologias não garante por si só que estamos perante uma abordagem construtivista. A forma como essa tecnologia é usada em contexto escolar é que interessa estudar e compreender. A autora refere: “ A posição que defendemos dá particular ênfase ao uso da Internet e dos seus serviços como meio para aprender, individual e colaborativamente, não só através de pesquisa livre ou estruturada mas também como meio para apresentar e partilhar o trabalho realizado à turma e a todos os que lhe queiram aceder online.”

O EMERGIR DA ECONOMIA DO CONHECIMENTO EM REDE
Neste ponto é feita uma análise ao processo evolutivo da W3C: “ O W3C pretende criar um meio universal para troca de informação, associando aos documentos descrições do seu significado para serem mais facilmente pesquisados e localizados.”.
Refere-se ainda que: “ o conceito de Web 2.0, que consiste na conceptualização de uma nova geração de aplicações Web.”, e nas implicações que esta evolução traduz. Há uma melhoria significativa no acesso e nas aplicações disponíveis online. O problema é agora como procurar a informação, uma vez que a rede possui uma grande diversidade de recursos, implicando tempo de pesquisa e de exploração.
Finalmente salienta-se a seguinte citação: “Devido à facilidade de acesso criada pela rede, uma nova abordagem vem ganhando terreno, a conectividade, que exige aos professores e aos alunos a capacidade de lidarem com o conhecimento na rede. Com o conhecimento na Internet, segundo Albion e Maddux (2007), emergem três pilares: direitos de autor e plágio, desenvolvimento de capacidades e competências para colaboração efectiva e a avaliação do aluno. Sobre este último ponto, os autores defendem que se o conhecimento está na rede, a avaliação também se deve reflectir na rede.”

CONECTIVIDADE E CONECTIVISMO
A autora define conectividade como sendo: “A conectividade caracteriza o estar do sujeito na rede. É uma capacidade imprescindível na economia do conhecimento. Saber o que conectar, a que conectar, passou a ser uma capacidade basilar, perspectivada por vários autores.”. É muito importante a percepção deste termo, pois está relacionado com os conceitos de ligações entre fontes de informações e a criação útil de padrões de informação. É igualmente realçada a importância da distinção entre a informação importante e muito importante.

NA SENDA DA PESQUISA:
Seleccionar, Citar e Plagiar.

Com a evolução da tecnologia e mais especificamente a política Open Access, torna-se muito fácil e rápido o acesso à informação. A pesquisa de tanta informação, não pode ser efectuada de forma livre, pois assim corremos o risco de os alunos se “perderem”. É então importante orientar os alunos através da utilização de vários aplicativos disponíveis. (e.g. WebQuest, Caça ao Tesouro).
Convém também esclarecer os discentes como devem mencionar a origem da informação, e é imprescindível distinguir “citar” de “plagiar” uma vez que: “Muitos professores constatam plágios frequentes nos trabalhos e muitos deles não são por desonestidade dos alunos, é mesmo por ignorância.”

COMUNICAÇÃO, COOPERAÇÃO E COLABORAÇÃO

Neste ponto refere-se a importância de, embora dos alunos optarem pela realização de um trabalho de forma cooperativa, dividindo as tarefas e as responsabilidades, cabe aos professores alertarem os mesmos da forma como o devem fazer através de orientações: “Os espaços online síncronos facilitam o diálogo e a negociação, como as salas de conversação (MSN) e as ligações telefónicas online ou videoconferência (Skype), por exemplo. Ferramentas de escrita partilhada, como o Wiki, facilitam a publicação online e a construção de conhecimento.”

PUBLICAR E PARTILHAR ONLINE

Com as ferramentas disponibilizadas pela Web 2.0, a facilidade com que publicamos a informação é uma realidade. É de realçar a importância de os alunos poderem publicar os seus trabalhos de uma forma simples, fazendo com que os mesmos se sintam motivados e orgulhosos pelo seu empenho. Os professores também podem disponibilizar a informação que acharem necessária para os seus discentes nas suas páginas pessoais, permitindo assim uma consulta mais rápida e permanente aos conteúdos. Não basta sermos meros “voyeurs”, há que contribuir para a evolução.

USAR A LMS: VANTAGENS E LIMITAÇÕES

Os LMS – plataformas de apoio à aprendizagem – surgiram para dar apoio à formação à distância online. Elas disponibilizam-nos toda a informação necessária. Nas escolas foram implementadas plataformas MOODLE, onde os professores colocariam todos a informação necessária para a disciplina a leccionar. Trata-se, de um processo evolutivo uma vez se constatar que a sua aplicação não é a esperada, devido à falta de motivação e alguma aversão por parte de alguns docentes ao uso das novas tecnologias. Claro que as pessoas se vão adaptando aos novos desafios e o devem fazer de forma a modernizarmos as escolas e assim melhorarmos a veiculação de saberes aos nossos alunos.
É explicado no texto toda a importância das plataformas, das quais saliento:
Facilidade em usar:
É mais fácil usar uma plataforma, na qual, já existem várias ferramentas, do que criar um site e disponibilizar apontadores para as diferentes ferramentas.
PRIVACIDADE E SEGURANÇA NA INTERNET:
Neste ponto posso referir que a plataforma é considerada um espaço privado e seguro, pois só tem acesso pessoas com os privilégios necessários. Ficamos assim limitados aos utilizadores acreditados.
E O FUTURO?
O futuro está em aberto, como refere a autora. As plataformas não podem ser apenas meros repositórios mas espaços de partilha. A evolução é permanente e, hoje, o papel do professor mudou uma vez a informação ser cada vez de mais fácil acesso. Temos de criar ferramentas que nos ajudem e que ajudem os nossos alunos. É por vezes, complexo entendermos as mudanças, mas as mesmas são inevitáveis. O uso das plataformas será cada vez mais uma realidade.

CONCLUSÃO:

Neste ponto é feito uma espécie de balanço de tudo o que já foi referido. Contudo seria pertinente salientar: “Acima de tudo, gostaríamos de concluir alertando para a necessidade de se ter um espírito aberto e adaptável a novas ferramentas que podem ser rentabilizadas no processo de ensino-aprendizagem. O que hoje parece fascinante em breve pertencerá ao passado.” e “Face a estas inovações muito se vai alterar na forma como interagimos com o conteúdo e como comunicamos, mas o importante é criar situações que envolvam os alunos na aprendizagem, que os ajudem a desenvolver o pensamento crítico e que os preparem para a tomada de decisão, numa sociedade globalizada e concorrencial.”Estas duas citações consciencializam-nos para a realidade e enquanto docentes devemos reflectir e pensar bem nelas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Análise do texto: " A WebQuest: evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal" - Carvalho,Ana Amélia Amorim (2007)

Após a leitura cuidada deste texto retirado do livro (“Carvalho, Ana Amélia Amorim (2007). A WebQuest: evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal. In F. Costa, H. Peralta & S. Viseu (orgs), As Tic na Educação em Portugal:Concepções e Práticas.. Porto: Porto Editora, 299-327.”) , ou melhor das páginas seleccionadas pela docente da disciplina de Tecnologia Educativa, Profª Drª Ana Amélia Amorim Carvalho, venho expor as conclusões que retirei do mesmo:

Este texto retrata a evolução das WebQuests e o seu reflexo na formação e investigação em Portugal.

A autora começa por referir que as WebQuests foram criadas há pouco mais de dez anos, sendo estruturadas para serem, preferencialmente, resolvidas em grupo e que as mesmas devem ser desafiantes, motivando o aluno a aprender ao longo dos cinco componentes que a integram: Introdução, Tarefa, Processo, Avaliação e Conclusão.
Realço do texto as vertentes que interligam na WebQuest: Pesquisa, Aprendizagem e Tecnologia.
De seguida, a autora realça a evolução dos componentes da WebQuest, em que se podem considerar três fases (Dodge propõe as componentes de cada WebQuest e sua evolução).

É explicado por Dodge a estrutura de cada WebQuest e o seu processo evolutivo e são explicitadas as partes constituintes de cada WebQuest com exemplos explicativos das várias hipóteses para as questões a colocar.
É igualmente referido pela autora que Dodge criou uma grelha para ajudar a melhorar o processo, que integra doze itens que reflectem o trabalho em grupo, os recursos e as orientações dadas em cada etapa.
No texto em estudo, é também apresentada uma proposta para a página inicial de uma WebQuest e explicadas todas as condições necessárias para a sua implementação.

Algumas considerações em torno da investigação

São apresentados vários estudos sobre a utilização de WebQuest.

Dividem em três itens:

a) O papel do professor durante a resolução da WebQuest:

É referido que o professor deve ajudar os alunos a serem responsáveis pelas suas decisões e ajudá-los a crescer de forma autónoma. É importante que o professor ajude os alunos a crescer e que lhes dê a oportunidade de aprenderem por si, tornando-se responsáveis pela sua aprendizagem e tomada de decisões.

b) O aluno: responsável, autónomo e crítico:

Neste ponto é referido que o aluno tem que organizar o grupo, dinamizar o trabalho colaborativo e negociar a construção do produto a apresentar. Salienta que é preciso tempo para os alunos se adaptarem a uma nova metodologia, tendo os mesmos que se libertarem da dependência do professor.

c) Importância de apresentar o trabalho à turma

Refere-se neste ponto que é importante que os alunos apresentem o seu trabalho à turma, uma vez ser aumentado o seu espírito crítico e as suas capacidades de exposição. É também realçado, a habituação à crítica, ficando assim mais atentos aos trabalhos apresentados e respectiva avaliação.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Inserir um link

Eu estou a a frequentar o curso de Profissionalização em Serviço na Universidade do Minho.

Esaf Lan Party 2008
















VIDEO



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Novos Desafios

Este blogue tem por objectivo reflectir sobre os conteúdos leccionados na disciplina de Tecnologia Educativa. Através da sua utilização pretende-se realizar uma reflexão sobre os conteúdos leccionados.